A influência da navegação na fundação de Laguna e Imbituba

Antes mesmo do descobrimento do Brasil a localização de Laguna já era importante para a colonização do Brasil, pois pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, a linha imaginária que dividia as terras descobertas entre Portugal e Espanha passava no meridiano de Laguna.

 

Pertencendo a Capitania de Santana, a vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna foi fundada em 1684 pelo capitão vicentista, o enérgico bandeirante Domingos de Brito Peixoto. Do extenso território original de Laguna foram desmembradas as duas capitais meridionais do Brasil: Florianópolis e Porto Alegre. Foi elevada a categoria de cidade em 15 de abril de 1847.

 

Além de porto, Laguna também é conhecida por ser a terra natal de Anita Garibaldi e da República Juliana, durante a Guerra dos Farrapos a partir de 1835.

 

O pequeno porto colonial tornou importante a partir de 1880 quando investidores ingleses construíram a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina ligando o porto de Laguna às minas de carvão no atual município de Lauro Muller.

 

O Porto de Laguna se tornou um escoadouro natural da grande bacia carbonífera do sul do Estado de Santa Catarina apesar das dificuldades de sua barra e canal de acesso. Em 1903, foram realizadas obras de melhoramentos molhes de fixação da barra e cais acostável com 300 metros de extensão e profundidade de até 8 metros, valores adequados a navegação da época.

 

Os problemas com a barra, que ocasionavam freqüentes encalhes de embarcações, acrescidos do aumento do porte dos navios concorreram para que o Porto de Laguna perdesse para de sua carga o porto em Imbituba, terminal natural da ferrovia do carvão. Atualmente, o Porto de Laguna é um terminal pesqueiro. Recebe o pescado desembarcado e embarca gelo produzido no próprio porto.

 

O Porto de Imbituba assumiu as atividades portuárias do sul catarinense e na década de 90 com a privatização das usinas siderúrgicas nacionais deixou de movimentar o carvão. Entretanto, os últimos investimentos no Porto irão proporcionar uma retomada da movimentação portuária.

 

A ferrovia foi concessionada em 1997 com a denominação de Ferrovia Tereza Cristina. Hoje, transporta principalmente carvão, 2,5 milhões de toneladas por ano, para as usinas termo-elétricas localizadas no município de Capivari de Baixo vizinho de Tubarão.

 

Referências bibliográficas

"Navios e Portos do Brasil", de autoria de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, Solaris Edições Culturais, São Paulo – 2006.

Ferrovia Tereza Cristina – uma viagem ao desenvolvimento – José Warmuth Teixeira – 1993.

cabotagem laguna

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