A influência da navegação de cabotagem na fundação de Itajaí e Blumenau

A partir do século XVII, diversas recomendações foram feitas ao governo colonial no sentido de se promover a colonização das terras do Vale do Itajaí, consideradas férteis e estratégicas para a fundação de colônias. No entanto, tais recomendações não foram levadas em conta. A ocupação das terras do Itajaí pelo homem branco se daria pela iniciativa particular de João Dias de Arzão, companheiro do fundador de São Francisco do Sul em 1658. João Dias de Arzão era paulista e sua família, há tempo, procurava minas de ouro e outros metais preciosos pelo interior do Brasil.

Naquele ano, ele requereu e obteve uma sesmaria, que vem a ser um lote colonial, às margens do rio Itajaí-Açu, em frente à foz do rio Itajaí-Mirim e ali construiu moradia. Não tinha ele, porém, intenção de fundar uma povoa, nem empreendeu meios para tal. Seu interesse maior era a cata de ouro, no que afinal não teve sucesso.

No XVIII, a foz do Rio Itajaí começou a ser utilizada para as atividades portuárias e pesqueiras, mas foi a partir de 1820, por ordem de Dom João VI, que se estabeleceu uma colônia de emigrantes açorianos na região.

 

Durante todo o século XVIII, a grande atividade econômica desenvolvida nas terras do Itajaí foi a extração de madeiras. Isto ocasionou uma afluência de moradores, notadamente açorianos, muitos simples posseiros, que foram se fixando por toda a região junto da Foz do rio Itajaí-Açu. A madeira era desdobrada em tábuas nas serrarias manuais e a seguir exportada para Santos e Rio de Janeiro. Em 1876, a chamada Vila do Santíssimo Sacramento de Itajaí foi elevada a categoria de cidade.

 

A navegação ao longo de 70 quilômetros a montante da foz do Rio Itajaí deu condições da ocupação do Vale do Itajaí e em 1850 foi fundada a cidade de Blumenau. A ligação com o Porto de Itajaí era realizada por dois vapores a rodas laterais, o Progresso e o Blumenau, construídos na Alemanha pelo estaleiro Dampfschiffs und Mashinenbauanstalt, para o serviço regular de transporte de carga e passageiros.

A Estrada de Ferro Santa Catarina aberta com capital alemão em 1909 permitiu a ligação de Blumenau com o Alto Vale do Itajaí. A ferrovia avançou lentamente, chegando a Rio do Sul apenas em 1933 e em Trombudo Central em 1958. Em 1954, foi prolongada até o litoral, em Itajaí, mas nem isso foi suficiente para revitalizar a ferrovia, extinta pela RFFSA, já sua proprietária desde 1957, no ano de 1971. Os trilhos foram arrancados logo depois, sob protestos da comunidade.

Na década de 50 a navegação fluvial foi extinta em função da concorrência exercida pela ferrovia e as estradas de rodagens recém construídas, os vapores foram abandonados. Posteriormente o vapor Blumenau foi restaurado e exposto nas margens do Rio Itajaí no centro de Blumenau.

 

O Porto de Itajaí até as enchentes de novembro de 2008, era o segundo colocado no ranking nacional em movimentação de contêineres, e o primeiro em produtos frigoríficos. A inauguração do Porto de Navegantes em 2007, na margem esquerda do Rio Itajaí, somado a toda a atividade portuária ligada à pesca e a construção naval faz da foz do Rio Itajaí uma importante região econômica de Santa Catarina e do Brasil.

 

Finalmente, o Portal Turístico de Itajaí, cais para atracação de navios de passageiros, tornou o Porto de Itajaí em um importante destino turístico dos cruzeiros no Atlântico Sul.

Fonte: PortoGente

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